Além do básico: conheça as cultivares de elite da Embrapa e as gramíneas de alto valor nutritivo que transformam a produtividade de bovinos, equinos e pequenos ruminantes.
By: Mônica Rossi
Planejamento forrageiro
A produtividade animal começa na escolha da semente. No Brasil, as pastagens são a base da produção. O segredo está em aliar o potencial genético do animal com a gramínea que melhor se adapta ao ecossistema local.
Corte: genética de elite
Para ganho de peso rápido, as cultivares BRS Zuri e BRS Quênia são destaques. Para a fase crítica da recria, o BRS Ipyporã oferece altíssimo valor nutritivo, garantindo que o animal não perca peso no crescimento.
Leite: máxima digestibilidade
Vacas leiteiras precisam de folhas e poucos colmos. O capim-elefante anão BRS Kurumi é uma inovação: porte baixo, fácil manejo e excelente palatabilidade, facilitando a ingestão de nutrientes para o leite.
Equinos: saúde e energia
Cavalos de esporte exigem fibras de alta qualidade. Além do Tifton, o Coast Bermuda e o Capim Rhodes são opções seguras que minimizam riscos digestivos, mantendo o vigor e o brilho da pelagem dos atletas.
Pequenos ruminantes
Caprinos e ovinos são seletivos. O BRS Tamani é uma das melhores soluções atuais por sua alta relação folha/colmo e porte que facilita o pastejo. O Massai também se destaca pela alta densidade de folhas finas.
Resistência no semiárido
Em regiões de baixa pluviosidade, o Capim Buffel é o protagonista. Ele sobrevive a longas secas e consegue manter a oferta de alimento para o rebanho quando outras espécies paralisariam o crescimento.
Tolerância a encharcamento
Áreas úmidas ou sujeitas a alagamentos exigem espécies específicas. O Capim-bengo e a Braquiária-de-brejo (Humidícola) são as mais indicadas para evitar a morte da pastagem por excesso de água no solo.
O manejo da altura
Não basta escolher o capim; o manejo é a chave. Respeitar a "altura de entrada e saída" evita a degradação. No Mombaça, por exemplo, o ideal é entrar com 80cm e sair com 30cm para proteger a planta.