Gado Franqueiro: o boi brasileiro com chifres gigantes
Conheça a raça ancestral brasileira que ostenta os maiores chifres do país e carrega a história do Sul.
By: Mônica Rossi
Uma raça com história
O gado franqueiro chegou ao Brasil no período das missões jesuíticas. Disperso pelos campos do Sul, ele evoluiu para uma linhagem rústica perfeitamente adaptada ao frio e às paisagens serranas.
Os maiores do Brasil
Sua marca registrada são os chifres excepcionais, que podem ultrapassar 2,3 metros de envergadura. Com formato de lira, eles são os maiores registrados entre todas as raças bovinas do país.
Além da estética
Os chifres não são apenas para defesa. Eles funcionam como um mecanismo de termorregulação, ajudando a dissipar o calor corporal, além de estabelecer a hierarquia social dentro do rebanho.
Resistência natural
O franqueiro é extremamente rústico. Com couro liso e curto, ele resiste bem a parasitas como carrapatos e exige pouco manejo nutricional, adaptando-se a pastagens nativas de menor qualidade.
Longevidade e fertilidade
Estes animais impressionam pela vida longa, mantendo a produtividade até os 15 anos. Com taxas de fertilidade próximas a 90%, são um patrimônio genético fundamental para a pecuária sustentável.
Sabor do passado
Historicamente, o gado franqueiro foi a base da produção do tradicional queijo serrano e da coalhada no Rio Grande do Sul, sustentando economicamente gerações de famílias gaúchas.
Um alerta para o futuro
Devido aos cruzamentos indiscriminados, a população da raça caiu drasticamente. Hoje, restam pouco mais de duas mil cabeças sob os cuidados de apenas 50 criadores oficiais.
Resgate da identidade
Preservar o franqueiro é manter vivo o saber dos tropeiros. Esforços de associações e criadores buscam valorizar a raça em feiras para garantir que esse símbolo do DNA gaúcho não desapareça.