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O que você precisa saber sobre o morcego que transmite raiva

A raiva transmitida por morcegos é uma ameaça silenciosa que pode colocar a vida do rebanho em risco

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Redação Agro Estadão

27/10/2024 - 09:00

Foto: Adobe Stock
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Uma simples mordida, quase imperceptível, e todo o seu rebanho está em risco. Isso é o que acontece com a raiva transmitida por morcegos. Uma ameaça silenciosa que pode devastar a saúde dos animais e a produtividade da sua fazenda. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, a raiva requer atenção imediata devido à sua rápida progressão e alto índice de mortalidade. Entender como ocorre essa transmissão e, principalmente, como preveni-la é vital para proteger seu gado e sua propriedade.

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Qual morcego transmite a raiva?

A principal espécie de morcego transmissor da raiva no Brasil é o Desmodus rotundus, conhecido como morcego-vampiro. Essa espécie se alimenta de sangue, principalmente de mamíferos, incluindo gado, o que facilita a transmissão do vírus da raiva. 

Além dos morcegos-vampiros, outras espécies, como o Tadarida brasiliensis (morcego-de-cauda-livre), também podem ocasionalmente transmitir o vírus, mas são menos comuns. 

A raiva nos morcegos pode se manifestar com alterações no comportamento, tornando-os mais agressivos ou menos hábeis em voar, o que aumenta o risco de contato com humanos e animais domésticos.

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Espécies que NÃO transmitem raiva

É importante destacar que nem todas as espécies de morcegos transmitem raiva. Muitos deles desempenham papéis ecológicos fundamentais, como controle de insetos e polinização. 

O Glossophaga soricina, por exemplo, é uma espécie que se alimenta de néctar e ajuda na polinização de plantas. Outro exemplo é o Tadarida brasiliensis, que controla populações de insetos, consumindo grandes quantidades de pragas agrícolas.

Como a raiva é transmitida pelos morcegos?

A transmissão da raiva ocorre principalmente através de mordidas de morcegos infectados. A saliva dos morcegos contém o vírus, que pode ser transmitido ao entrar em contato com a corrente sanguínea do animal mordido. Além disso, arranhões ou o contato com a saliva em mucosas ou feridas abertas também são formas possíveis de contágio. 

O contato indireto com morcegos, como o consumo de água ou alimentos contaminados com saliva de morcegos infectados, é uma via menos comum, mas ainda possível de transmissão. 

Por isso, é crucial evitar qualquer contato direto com morcegos, vivos ou mortos, e sempre buscar ajuda de profissionais ao encontrar morcegos em áreas habitadas.

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Raiva no gado: como ocorre a transmissão?

A transmissão da raiva para o gado acontece principalmente quando morcegos-vampiros mordem os animais para se alimentar. 

O gado costuma ser atacado nas regiões mais vulneráveis, como o pescoço ou as costas, especialmente durante a noite, quando os morcegos estão mais ativos. Esses ataques ocorrem em áreas como estábulos ou pastagens abertas, onde o gado dorme e repousa.

Os bebedouros de água, pastagens e locais de abrigo do gado são pontos comuns de contato entre morcegos e o rebanho. 

A mordida não só causa perda de sangue, como pode introduzir o vírus da raiva diretamente no sistema do animal.

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Sintomas da raiva em animais

Nos bovinos e outros animais de criação, a raiva se manifesta com mudanças comportamentais, como agressividade, salivação excessiva, dificuldades para andar e paralisia. 

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Esses sintomas são consequência da ação do vírus no sistema nervoso central. Em estágios mais avançados, o animal pode desenvolver espasmos musculares, dificuldade em engolir e convulsões.

É importante lembrar que a raiva é fatal, e uma vez que os sintomas se manifestam, não há cura. Portanto, ao suspeitar que um animal foi infectado, é vital procurar imediatamente um veterinário para um diagnóstico e, se possível, evitar a propagação da doença.

Medidas de prevenção e controle da raiva

A principal medida de prevenção da raiva em animais de criação é a imunização. A vacina antirrábica deve ser aplicada regularmente no gado, conforme orientação do veterinário, para garantir a proteção contra o vírus.

Além disso, algumas medidas de manejo podem ser implementadas para minimizar o contato entre morcegos e o rebanho:

  • Manter os animais em áreas fechadas ou cobertas durante a noite.
  • Telar estábulos e currais para evitar a entrada de morcegos.
  • Monitorar e eliminar possíveis abrigos de morcegos nas proximidades da propriedade, como cavernas ou estruturas abandonadas.

Essas práticas não só ajudam a prevenir a raiva, mas também a reduzir outros impactos negativos causados por morcegos no rebanho, como perda de sangue e estresse.

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O que fazer em caso de suspeita?

Ao suspeitar que um animal foi infectado pela raiva, é fundamental que ele seja isolado imediatamente. Também é necessário evitar qualquer contato direto com sua saliva. O veterinário deve ser chamado o mais rápido possível para examinar o animal e tomar as medidas necessárias.

Além disso, é importante notificar as autoridades sanitárias, pois a raiva é uma zoonose – ou seja, pode ser transmitida para humanos. 

O produtor deve tomar precauções para proteger sua saúde e a de sua família, evitando o contato com animais suspeitos e sempre utilizando equipamentos de proteção.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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