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Economia

Navios com fertilizantes se acumulam em portos do Golfo Pérsico; veja vídeo

Markestrat Group estima que, 20% dos navios parados na região, seguirão para países importadores de fertilizantes, como o Brasil

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Redação Agro Estadão

04/03/2026 - 09:13

Embarcadores mudam rotas e fretes disparam. Foto: Adobe Stock
Embarcadores mudam rotas e fretes disparam. Foto: Adobe Stock

O fechamento do Estreito de Ormuz, anunciado pelo Irã, já provoca reflexos no fluxo marítimo do Golfo Pérsico, desencadeando uma concentração de embarcações em portos estratégicos para a exportação de fertilizantes. 

Dados de navegação analisados pela Markestrat mostram acúmulo de navios em polos relevantes para o comércio de nitrogenados, por exemplo. Entre os pontos monitorados estão:

CONTEÚDO PATROCINADO
  • Porto de Mesaieed, no Qatar: referência na exportação de fertilizantes nitrogenados, com 5 navios atracados; 
  • Porto de Jubail, na Arábia Saudita: principal hub saudita para nitrogenados e mistos, tem 29 navios no mar e sete atracados;
  • Porto Islâmico de Jeddah, que opera pelo Mar Vermelho e se torna alternativa fora do gargalo direto de Ormuz. Por lá, 22 embarcações estão no mar e 8 atracadas.

Vídeo mostra a redução no tráfego de navios no Estreito de Ormuz

“Pode-se considerar que pelo menos 20% [dos navios na região] deverão seguir para países importadores de fertilizantes como o Brasil”, avalia José Carlos de Lima Júnior, sócio-diretor da Markestrat Group. Essa concentração ocorre em uma região que responde por 41% das exportações globais de ureia, 28% da amônia e 29% do DAP adubo. 

Lima destaca que o mercado já reage ao aumento do risco geopolítico, com embarcadores revisando destinos.  Além disso, ele relata que navios de menor porte passaram a cobrar valores elevados para transportar petróleo na região, refletindo o prêmio de risco associado ao conflito. 

Em relatório, a consultoria StoneX aponta que embarcações já evitam trafegar pelo estreito, o que pode gerar atrasos e elevar custos logísticos. “Além disso, a valorização do petróleo decorrente das tensões geopolíticas pode pressionar os custos de combustíveis e, consequentemente, os fretes internacionais. Para países importadores líquidos de fertilizantes, como o Brasil, isso representa um fator adicional de alta, ao encarecer o custo final dos insumos”, aponta o documento. 

A consultoria reforça que, a principal incógnita permanece sendo a duração do conflito, a extensão dos danos e o número de países envolvidos. Essas variáveis, conforme a StoneX, determinarão a magnitude e a persistência dos efeitos sobre os preços globais.

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