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Economia

Inadimplência cresce no Agro e atinge 7,9% no 1º trimestre

Serasa Experian aponta que índice representa alta de 0,3 ponto porcentual em relação ao quarto trimestre de 2024

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Broadcast Agro

01/07/2025 - 11:34

Foto: Adobe Stock
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A inadimplência entre produtores rurais pessoa física no Brasil atingiu 7,9% no primeiro trimestre de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. O índice representa alta de 0,3 ponto porcentual em relação ao quarto trimestre de 2024 e de 0,9 ponto porcentual frente ao mesmo período do ano passado, quando era de 7%.

De acordo com a Serasa, o avanço já era esperado. “Essa flutuação já era esperada, mas é preciso considerar que, durante todo o ano de 2024, mesmo com políticas mais criteriosas de concessão de crédito, outras instabilidades ocorreram no setor. Contudo, o índice de inadimplência não passou da casa dos 7%”, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

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Segundo ele, o comportamento do indicador demonstra a capacidade de adaptação do setor. “De certa forma, podemos ver esse fato com bons olhos, pois ele comprova a resiliência de toda a cadeia agro, que mesmo com desafios de custos e de perdas de receita segue, em sua maioria, honrando compromissos financeiros e fomentando economicamente esse setor tão relevante para o país.”

A análise por porte mostra que os grandes proprietários rurais registraram o maior nível de inadimplência, com 10,7%, acima da média nacional. Em seguida, aparecem os produtores ‘sem registro de cadastro rural’, categoria que abrange arrendatários e integrantes de grupos econômicos ou familiares, com 9,5%. Os médios marcaram 7,8%, e os pequenos, 7,2%. “O destaque para os grandes proprietários reflete uma questão de comportamento, pois mesmo com mais critério para a concessão de crédito esses são perfis que costumam assumir volumes maiores de financiamentos, aumentando a exposição a possíveis riscos e oscilações econômicas de mercado”, afirmou Pimenta.

No recorte por região, o Norte apresentou o maior índice de inadimplência rural, com 11,5%, seguido por Nordeste (9,4%), Centro-Oeste (8,5%), Sudeste (6,7%) e Sul (5,4%). Entre os Estados, o maior porcentual foi registrado no Amapá, com 21,2%. Em seguida vieram Rio Grande do Norte (12,8%), Ceará (12,4%), Amazonas (12,3%) e Roraima (12,2%). O menor índice foi o do Rio Grande do Sul, com 4,8%.

O levantamento também avaliou a distribuição da inadimplência conforme o segmento do credor. Instituições financeiras que operam com o campo concentram 7,1% da inadimplência entre produtores. Já no “Setor Agro”, que inclui agroindústrias, insumos, máquinas, armazenagem e revendas, o porcentual de produtores inadimplentes foi de apenas 0,3%. Em “Outros Setores Relacionados”, o índice foi de 0,1%. “É interessante analisar como a cadeia agro mostra um cenário positivo em relação à inadimplência nesse sentido. Precisamos reforçar essa diferenciação já que, se no geral apenas 7,9% dos proprietários rurais estão inadimplentes, nesse recorte, o porcentual é ainda menor”, afirmou Pimenta.

A metodologia da Serasa considera pessoas físicas com dívidas vencidas há mais de 180 dias e até cinco anos, no valor mínimo de R$ 1 mil, relacionadas a financiamentos ou atividades ligadas ao agronegócio.

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