Economia
Exportação de pescados do Brasil deve somar US$ 600 mi após alívio tarifário dos EUA
Abipesca prevê retomada em 2026, com recuperação de mais de 5 mil empregos e recomposição da capacidade produtiva do setor.
Broadcast Agro
23/02/2026 - 17:19

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta que as exportações brasileiras de pescados alcancem cerca de US$ 600 milhões no mercado global, após a Suprema Corte dos Estados Unidos suspender as tarifas sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Mesmo diante da possibilidade de manutenção de uma taxação em torno de 15%, a avaliação é a de que o Brasil volta a reunir condições para competir no mercado norte-americano.
A entidade espera que a normalização parcial das condições comerciais permita a retomada do crescimento já ao longo de 2026, com a recuperação estimada de mais de 5 mil postos de trabalho e recomposição da capacidade produtiva do setor. Entre os itens a serem exportadores, a tilápia – principal pescado embarcado para os EUA – está entre os destaques, segundo a Abipesca.
O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, afirma que as tarifas de até 50% impostas pelo governo Donald Trump em 2025 provocaram forte impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras, resultando na perda de contratos internacionais, redução da produção, retração da atividade na piscicultura e diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.
Para a Abipesca, o novo ambiente comercial – a partir de sexta-feira, 20, com a decisão da Suprema Corte dos EUA – inaugura um ciclo mais positivo para a indústria nacional, ainda que o momento exija prudência diante das incertezas do comércio internacional. “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva e objetivo de taxa zero”, acrescenta Lobo.
O presidente da entidade também ressaltou o esforço que o ministérios da Agricultura e da Pesca fizeram na abertura de novos mercados. “Sem esse esforço e a abertura de novos mercados, o prejuízo teria sido ainda maior”, afirma.
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