Cotações
Boi gordo, algodão e trigo: o que esperar nas últimas semanas de março?
Markestrat Group alerta para mudanças nas estratégias de comercialização diante de incertezas na oferta e nos custos de produção
Redação Agro Estadão
16/03/2026 - 15:49

Os mercados de trigo, algodão e pecuária iniciam a segunda quinzena de março com sinais de sustentação nas cotações. Segundo análise da Markestrat Group, os três segmentos mostram movimentos de recomposição de preços, exigindo do produtor mudanças nas estratégias de comercialização.
No caso do trigo, os preços seguem em processo de valorização tanto no mercado físico quanto no futuro. De acordo com o relatório, o cenário reflete a recomposição de preços após ajustes recentes e atenção do mercado às decisões de área para o próximo ciclo no hemisfério Sul.
A consultoria destaca que mudanças estruturais no sistema produtivo começam a ganhar espaço no Brasil. “A expansão do trigo tropical e o avanço da cultura após a soja indicam mudanças no sistema produtivo, enquanto atrasos na semeadura de inverno mantém incertezas para a próxima safra”, aponta o documento. Nesse cenário, a recomendação é de planejamento antecipado, com os produtores avaliando custos, janela de plantio e oportunidades de comercialização enquanto os preços seguem firmes.
Algodão
No algodão, o quadro também é de valorização. Segundo a Markestrat, os preços continuam o movimento do início do mês, com o mercado doméstico mais firme e atenção ao cenário internacional. “Com a semeadura já concluída, o mercado volta suas atenções para o desenvolvimento das lavouras e para as perspectivas de oferta da próxima safra”, dizem os especialistas.
Para os produtores, o momento favorece estratégias de comercialização pontuais. “O momento abre espaço para avaliar fixações graduais em movimentos de alta, mantendo atenção à evolução do mercado externo e à gestão de custos da safra”, destaca o relatório.
Pecuária
Já o mercado do boi gordo apresenta leve sustentação das cotações futuras. A consultoria indica que há expectativa de menor pressão de oferta diante do recuo nas programações de abate, podendo influenciar os preços. Ao mesmo tempo, a redução no custo da alimentação animal melhora a rentabilidade do confinamento e pode influenciar a decisão dos produtores de reter animais por mais tempo. Ainda assim, fatores logísticos e o preço do diesel continuam no radar do setor.
Segundo a consultoria, “o cenário sugere equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo, com o comportamento dos custos de produção e do ritmo de abate sendo determinantes para a direção dos preços”.
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