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Paraná prorroga emergência fitossanitária por mais 180 dias para combater o greening

1 minuto de leitura

02/07/2024 | 13:20

Por: Rafael Bruno

O greening é uma das principais pragas da citricultura; medida quer aumentar o controle

A fim de intensificar o combate ao greening, o Paraná prorrogou, por meio do Decreto 6.356/2024, a emergência fitossanitária no estado por mais 180 dias. Segundo o governo paranaense, o objetivo é dar maior mobilidade e possibilidade de agir com rapidez e efetividade no controle de uma das principais pragas que afetam os citros no mundo.

“O decreto de emergência fitossanitária é um instrumento forte, mas necessário e desejado por toda a cadeia da citricultura com vistas a possibilitar medidas efetivas na tentativa de controlar o problema e garantir que a citricultura continue sendo essa atividade importante tanto do ponto de vista econômico como social no Estado do Paraná”, disse em nota o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.

Entre as ações mais indicadas estão a erradicação de plantas doentes, o plantio de mudas sadias provenientes de viveiros registrados e o controle eficiente do inseto vetor (psilídeo Diaphorina citri) com produtos biológicos e químicos.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, desde que as atividades de combate se iniciaram, há cerca de dois anos, quase 280 mil plantas cítricas e ornamentais, como a murta, foram erradicadas nas regiões Noroeste e Norte do Estado.

Conforme a comunicação da Seab, uma das principais atividades que deu corpo às ações desenvolvidas até momento foi a Operação BIG Citros, em agosto de 2023. A ação teve o apoio de 40 servidores em 24 municípios. Desde então, foram feitas 409 fiscalizações em propriedades com produção comercial de citros, 376 em áreas não comerciais e duas em viveiros clandestinos. Mais de 200 notificações foram aplicadas para erradicação de plantas sintomáticas e também foram emitidos 20 autos de infração.

Vale ressaltar que, conforme publicação paranaense, o greening é uma praga importante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. No Brasil, a bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas) é o principal agente causal. A doença afeta plantas de praticamente todas as espécies cítricas.

“As pequenas propriedades são mais afetadas por terem mais borda proporcional às suas áreas que as grandes”, disse. “Por isso, a importância de se ter um bom trabalho de controle nas bordaduras, que é onde a Adapar age com mais efetividade”, afirma em nota o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

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Categorias: Agropolítica

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