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Agricultura

Como combater o greening: guia prático

Disciplina coletiva, monitoramento e eliminação imediata de plantas doentes fazem diferença na citricultura

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Redação Agro Estadão*

20/02/2026 - 05:00

Foto: Adobe Stock
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O Huanglongbing (HLB), conhecido popularmente como greening, é hoje o maior desafio sanitário para a citricultura mundial e especialmente paranaense.

Causada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas) e transmitida pelo psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri), essa doença incurável destrói progressivamente as laranjeiras, comprometendo a produtividade e a qualidade dos frutos. 

Para vencer essa batalha, é preciso disciplina, rapidez e que todos os produtores trabalhem juntos. As orientações a seguir seguem as recomendações da campanha “Todos contra o greening” do Sistema FAEP.

Por que o combate ao greening precisa ser contínuo e coordenado

O combate ao HLB exige vigilância ininterrupta porque a bactéria possui um período de incubação: mesmo sem sintomas visíveis, a planta já pode estar infectada e servindo de fonte de inóculo para o psilídeo (Diaphorina citri) contaminar árvores sadias.

A estratégia de defesa baseia-se no tripé: 

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  • monitoramento constante;
  • controle rigoroso do vetor;
  • eliminação imediata de fontes de inóculo (plantas doentes).

A eficácia dessas ações depende da adesão coletiva: se um vizinho falha, todos os pomares ao redor ficam vulneráveis.

Monitoramento do greening

O primeiro passo para combater é encontrar a doença logo no início. Quanto mais cedo você descobrir, menor será o problema. 

O Sistema FAEP recomenda fazer pelo menos quatro inspeções por ano em todas as plantas. Organize o trabalho dividindo o pomar em pedaços (talhões) e anote tudo que você vê.

Mantenha um caderno ou planilha simples com a data, o local que você olhou, quantas plantas pareciam suspeitas e que decisão você tomou. Isso evita que você perca o controle da situação.

Para identificar plantas suspeitas, observe a copa, examine as folhas procurando por sintomas estranhos e veja se os frutos estão se desenvolvendo normalmente. 

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Quando encontrar algo suspeito, procure um técnico para confirmar. Mas lembre-se: na dúvida, aja rápido.

Barreiras que evitam a entrada do greening

Existem medidas simples que reduzem muito a chance da doença entrar na sua propriedade.

Primeiro, use apenas mudas de lugares confiáveis. Compre somente de viveiros registrados que seguem todas as regras sanitárias. No Paraná, é proibido comprar mudas de vendedores ambulantes.

Segundo, tome cuidado especial nas bordas do pomar, onde o risco é maior. Oriente sua equipe sobre como entrar nas áreas sem espalhar material vegetal suspeito de um lugar para outro.

Manejo do psilídeo

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Foto: Adobe Stock

O controle do vetor é tão crucial quanto a eliminação de plantas doentes. Instale armadilhas adesivas amarelas nas bordas e interior do pomar, realizando leituras e trocas quinzenalmente para calibrar o momento ideal de intervenção.

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No controle químico, rotacione inseticidas de diferentes grupos químicos (mecanismos de ação) para prevenir resistência, evitando misturas em tanque com fungicidas ou adubos foliares que comprometam a eficácia.

Considere também o controle biológico com a vespinha parasitóide Tamarixia radiata, especialmente em pomares orgânicos ou áreas de baixa infestação. A pulverização coordenada com vizinhos potencializa os resultados em escala regional.

O que fazer com plantas suspeitas?

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A erradicação das fontes de inóculo é medida inegociável para a contenção do HLB.

Plantas com sintomas confirmados devem ser erradicadas completamente — preferencialmente por arranquio total ou corte rente ao solo —, independentemente da idade do pomar, especialmente em áreas de baixa prevalência ou em recuperação.

Antes da remoção, aplique inseticida na copa para evitar que psilídeos infectados dispersem para árvores sadias. Monitore atentamente a não-rebrotamento do toco e elimine brotações remanescentes. Essa medida aplica-se igualmente a pomares comerciais e quintais urbanos/rurais.

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A eliminação também vale para plantas como laranja, tangerina, limão e murta (uma planta que também hospeda a bactéria).

Planeje bem a retirada para não espalhar material vegetal. Siga as orientações técnicas sobre como manusear e descartar as plantas. Anote tudo que foi removido: onde, quando e quantas plantas.

Comunique aos órgãos de defesa agropecuária do seu Estado quando encontrar pomares abandonados ou plantas com sintomas em quintais e pastagens. Essa comunicação ajuda no controle estadual.

Por fim, revise sempre, dando atenção especial às bordas e locais que já tiveram problemas antes. Plantas bem adubadas e irrigadas crescem mais rápido e ficam menos tempo expostas ao risco.

Lembre-se: o sucesso no combate ao greening exige disciplina individual e ação coletiva.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão

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