Agricultura
Uma castanha do Cerrado quer conquistar a Europa
Essa castanha ganha mercado por ser nutritiva e versátil, tendo teor de proteína superior a castanhas populares
Redação Agro Estadão*
11/02/2026 - 05:00

A castanha de baru é um fruto que nasce no Cerrado brasileiro e vem ganhando fama mundial por ser muito nutritiva.
De acordo com notícias do Sebrae, em fevereiro de 2026, a Castanha de Baru do Urucuia Grande Sertão Veredas será apresentada na Biofach, a maior feira de produtos orgânicos da Europa, em Nuremberg, na Alemanha.
Esta participação marca um momento importante para o produto, sendo a primeira grande chance de mostrar a castanha desde que a União Europeia liberou sua venda para países do bloco em meados de 2024.
O que é a castanha de baru e por que ela está ganhando o mundo

A castanha de baru vem do baruzeiro, uma árvore do Cerrado que produz frutos com sabor forte e muitos nutrientes.
Segundo a Copabase, esta castanha tem quase 30% a mais de proteína do que a quantidade encontrada na castanha do caju A liberação europeia para importação, em 2024, fez esse alimento regional virar uma oportunidade de negócios no exterior.
O crescimento no mercado internacional aconteceu por causa das qualidades da castanha. Rica em ácidos graxos monoinsaturados, que são as “gorduras boas”, ela faz bem para o coração e ajuda a equilibrar o colesterol.
Conforme dados da Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), a castanha combate o colesterol ruim, diminui a pressão alta e fortalece as defesas do corpo.
A facilidade de usar na cozinha também aumenta seu apelo mundial. O produto pode ser consumido puro, torrado ou misturado em receitas doces e salgadas, servindo para diferentes gostos e cozinhas do mundo.
Benefícios da castanha de baru
A composição da castanha de baru a torna uma aliada na alimentação do dia a dia. Rica em zinco, ferro e potássio (minerais importantes para o corpo), ela ajuda a combater a anemia e fortalece o sistema imunológico.
As fibras que possui dão sensação de saciedade por mais tempo, sendo uma boa opção para lanches.
As gorduras boas protegem o coração e ajudam a regular a gordura no sangue. A vitamina E funciona como antioxidante natural, combatendo substâncias que fazem mal às células e retardam o envelhecimento.
O cálcio fortalece ossos e dentes, enquanto as proteínas ajudam a manter os músculos saudáveis.
Porém, como quase toda castanha, o baru tem elevado calor calórico. Consumir na medida certa evita exageros e aproveita melhor os benefícios.
Castanha de baru e o consumo responsável

É importante verificar os rótulos em produtos industrializados com a castanha de baru. Muitos adicionam açúcar, chocolate ou conservantes que mudam o valor nutritivo original. Prefira castanhas naturais ou pouco processadas para manter os benefícios.
Incluir a castanha de baru na alimentação é simples e oferece várias opções. Comida pura ou torrada, serve como lanche nutritivo entre as refeições. Triturada, pode finalizar saladas, iogurtes e frutas, dando sabor e textura diferentes.
Na cozinha, a castanha enriquece pratos doces e salgados. Biscoitos, bolos e brownies ganham sabor diferente e mais nutrientes. Em receitas salgadas, pode fazer crostas para carnes, completar farofas e temperar legumes refogados.
A versatilidade permite trocar outras castanhas em receitas conhecidas. Granolas caseiras, pastas de vegetais e molhos especiais podem levar este ingrediente do Cerrado, ampliando as opções na cozinha.
Pessoas com alergia a castanhas e amendoim devem conversar com um médico antes de consumir.
A União Europeia é o segundo maior comprador de produtos agrícolas brasileiros. Junto com o Reino Unido importou US$ 27,3 bilhões. Este mercado prioriza produtos orgânicos, sustentáveis e com origem conhecida.
A procura europeia por superalimentos e ingredientes funcionais cria uma oportunidade única para a castanha de baru.
Lá fora, o baru começa a aparecer em granolas proteicas, barras de cereais, pastas para passar no pão e até bebidas vegetais, ocupando o mesmo espaço que hoje é dominado por amêndoas e avelãs.
A presença da castanha de baru em feiras internacionais e nas gôndolas europeias mostra como um fruto nativo pode, ao mesmo tempo, gerar renda, cuidar do Cerrado e levar um alimento nutritivo para o mundo.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
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