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Agricultura

Alta de cigarrinhas-do-milho chega a 128% em SC; veja orientações

Monitoramento da Epagri aponta aumento pela terceira semana seguida; média saltou de 43 para 98 insetos por armadilha

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Redação Agro Estadão

27/01/2026 - 09:37

Foto: Epagri/Divulgação
Foto: Epagri/Divulgação

Santa Catarina registra, pela terceira semana consecutiva, aumento na média estadual de cigarrinhas-do-milho, com 98 insetos por armadilha. Os dados foram divulgados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) nesta segunda-feira, 27. No levantamento anterior, referente ao período entre os dias 15 de dezembro e 5 de janeiro, a média era de 43 — alta de 127,9%. 

O aumento da população de cigarrinhas-do-milho eleva o risco de disseminação de doenças nas lavouras, especialmente os enfezamentos e as viroses, que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. O inseto atua como vetor, ou seja, ao se alimentar da seiva do milho, transmite microrganismos que causam encurtamento das plantas, má formação das espigas e queda no rendimento.

Segundo a pesquisadora Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, o crescimento pode estar relacionado à combinação de fatores, como as altas temperaturas e as dificuldades de manejo nas etapas finais do ciclo produtivo.

O levantamento realizado entre 12 e 19 de janeiro indica elevação em todas as regiões do Estado. Além disso, Maria Cristina afirma que as análises laboratoriais mostram alta taxa de infectividade das cigarrinhas. “Ao contrário do observado nas semanas anteriores, quando os patógenos estavam concentrados nas regiões Oeste e Planalto Norte, agora temos uma distribuição mais uniforme em todo o Estado, o que acende o alerta para os produtores, especialmente os que estão planejando o plantio do milho na safrinha”.

Fonte: Epagri

Orientações

Diante deste cenário, a especialista recomenda que os produtores façam a regulagem correta do maquinário para evitar perdas de grãos durante a colheita. Maria Cristina também orienta que os agricultores evitem a semeadura de novas lavouras de milho em áreas muito próximas aos cultivos já maduros.

Segundo ela, os insetos presentes no ambiente tendem a migrar para os plantios mais novos, em busca de tecidos mais tenros para se alimentarem. “Por isso, é essencial que as novas áreas não fiquem próximas às lavouras mais velhas. Além disso, os produtores devem realizar o manejo durante a fase vegetativa utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, aliados a produtos biológicos sempre que possível”, acrescenta.

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