Agricultura
A alface sumiu na sua região? Saiba os motivos
Excesso de chuva prejudicou o calendário de plantio e reduziu a oferta; preços da alface já subiram até 42% no Rio de Janeiro, aponta o Cepea
Redação Agro Estadão
18/02/2026 - 05:00

As chuvas que retornaram à região Sudeste no fim de 2025 e se intensificaram nos primeiros meses de 2026 estão comprometendo a produção e a qualidade da alface em importantes polos produtores de São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo o relatório Hortifruti do Cepea, o excesso de umidade, aliado a episódios de vento forte e granizo, afetaram o calendário de plantio e colheita, reduzindo a oferta do produto no mercado.
Dados da Climatempo mostram que janeiro terminou com um volume de chuva acima da média histórica, com 366 milímetros em Mogi das Cruzes – importante polo produtor do cinturão verde paulista, que abastece a Ceagesp. Já Ibiúna, outra importante região produtora, o clima úmido elevou a incidência de doenças fitossanitárias, como míldio, rizoctonia e pythium, comprometendo a qualidade das hortaliças.
Em Teresópolis, na região serrana fluminense, as chuvas constantes levaram produtores a reduzir o ritmo de plantio, controlando a oferta e sustentando os preços da alface crespa, que registraram alta de 42% entre dezembro e janeiro.
Normalização depende do clima
O impacto do clima sobre a hortaliça já começa a ser percebido pelo consumidor, especialmente nas regiões metropolitanas, onde a oferta depende diretamente do cinturão verde paulista e das áreas produtoras fluminenses.
Para o Cepea, a expectativa é que a oferta permaneça limitada pelo menos até março, período necessário para a recuperação das lavouras e a entrada de novos plantios no mercado. No entanto, a normalização mais consistente dependerá da redução de condições climáticas mais estáveis, que permitam a retomada do calendário produtivo.
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